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|| LIBANIO SILVÉRIO DA ROCHA "REI DOS CATIREIROS" PATOS DE MINAS (MG)

em  Música  ::  Compositores
 
 
LIBANIO SILVÉRIO DA ROCHA, conhecido nos meios artísticos e na comunidade como o “REI DOS CATIREIROS” era natural de Patos de Minas. Ele nasceu aos 10 de abril de 1916, do casal JOÃO SILVÉRIO DA ROCHA E MARIA LUISA DA ROCHA, antigo boiadeiro, oriundo de Vila Rica, hoje Ouro Preto, ainda novo veio para Bagagem, atual cidade de Estrela do sul, devido a perseguições de natureza política. Passava sempre com seu gado por Andrequicé, onde resolveu morar. Casou-se com Dona Maria Luisa e mudaram para a região da Mata dos Fernandes. Dessa união tiveram 4 filhos, LIBANIO SILVÉRIO DA ROCHA, AURELIANO SILVÉRIO DA ROCHA, ISAURA LUISA DA ROCHA E MARIA LUISA DA ROCHA. Libanio seguiu os passos do pai, vindo a ser boiadeiro, mas, também vendia jóias de ouro que comprava em Franca e Ribeirão Preto. Portanto foi boiadeiro e comerciante de jóias. Como cantam em sua música “Rei do Gatilho”. Casou-se em 1936 com ZAMITA MARIA DA ROCHA, filha de Antonio Joaquim Vida Primo e Maria Rigozina Vida. O casal veio para Patos de Minas em 1942. residiram, onde hoje é FAFIPA, na Rua Agenor Maciel n° 141 e por fim na Praça Genoveva. Tiveram 5 filhos: FLORESCENA MARIA DA ROCHA (artística plástica), JOSÉ LIBANIO DA ROCHA (economista), ANTONIO LIBANIO DA ROCHA (advogado criminalista), CARLOS LIBANIO DA ROCHA (engenheiro) e PAULO LIBANIO DA ROCHA (administrador de empresas). Tiveram inúmeros netos e bisnetos. Um fato pirotesco na vida do casal LIBANIO/ZAMITA ocorreu na localidade de São Zeferino, hoje município de Presidente Olegário. Estando Zamita a aguardae o marido que estava na dura faina de capina de pequenas lavouras de subsistência naquela região, ficou surpresa ao ver o marido chegar alegre. Chegou de mansinho, apanhou uma gamela cheia de água, lavou as enxadas, instrumentos de trabalho, poliu-as e colocou-as na comunheira de rancho. Virando-se a esposa disse apenas: “ZAMITA, de hoje em diante não mais pego no cabo da enxada. Vamos amanhã mesmo para a cidade (referia-se a Patos de Minas), pois nossos filhos tem que estudar, senão ficarão como nós mesmos, bestas e burros a puxar enxada a vida toda”. E no dia seguinte sem se importar com conseqüências, mudaram-se para Patos de Minas e aqui adquiriram a propriedade agrícola que hoje é parte do bairro Caiçaras, isso em 1942. Enquanto muitos se preocupavam em acumular riquezas, o Libanio e Zamita investiam nos estudos dos filhos o que lhe valeu, ao pai, a dedicatória no livro “Seqüestro, Coação Irresistível”, de autoria do filho Antonio Libanio que assim se acha dedicado: “A MEU PAI, LIBANIO SILVÉRIO DA ROCHA, ‘IN MEMÓRIA’, CUJO EXEMPLO E CARÁTER SE FEZ HERÓI, SENÃO A OUTROS, PELO MENOS A NÓS, SEUS FILHOS”. Existe no glosario popular uma serie de “causos” atribuídos à astúcia de Libanio em relação aos negócios, naquela época conhecidos como “catiras” e o que lhe valeu o titulo de “REIS DOS CATIREIROS”. Um deles, de curta passagem foi quando, ali na Mata dos Fernandes saiu de porta em porta, a comprar chapéus velhos, furados. De posse de uma grande quantidade veio a Patos de Minas entregou-os aos cuidados de Orlando de Barros, conhecido como “Pico”, que tinha uma pequena oficina de reformas de chapéus. Reformados, voltou naquela região da Mata dos Fernandes e vendeu todos eles aos antigos proprietários como novos, pois eram os tamanhos exatos de cada um. De outra feita, ainda moço, num pagode na Mata dos Fernandes, chamou uma moça bonita pra dançar no que recusado, ante a desculpa de que não dançava com homens. Arreou seu cavalo pampa e em poucos minutos voltou ao pagode e dançou com a moça bonita até o raiar do dia, pois havia vestido de mulher e feito, certamente, a maquiagem com pó de arroz “Lady” e rouge, daqueles de latinhas. Bem, voltemos ao tema, pois se ficarmos nos “causos” e brincadeiras do Rei dos Catireiros certamente nos perderemos dados aos inúmeros fatos. Logo logo, manifestou o interesse pela música popular sertaneja quando estavam no auge, Torres, Florêncio e Nininho, Tonico e Tinoco, Jararaca e Ratinho e outros expoentes caipiras, como eram chamados. Passou a compor e tornou-se ponto obrigatório das paradas dos artistas, que vinham não só a Patos de Minas como também na região. Compondo aqui e ali ajudou vários artistas do gênero sertanejo como cantam Osmano e Manito na música “Berrante Apaixonado”. Participou do trio OSMANO E MANITO E O REI DOS CATIREIROS”, que na época foram os preferidos nas programações e shows da música sertaneja. Cantaram juntos durante 9 anos, e é bom que se diga, Libanio, o “Rei” foi percussor da introdução do berrante nas apresentações sertanejas. Compôs mais de duzentas músicas e tem parcerias com grandes vultos do gênero, como: Cascatinha e Inhana, Silveira e Silveirinha, Barrinha, Trio Parada Dura e Tiaõ Carreiro. Participou das filmagens do clássico “Grande Sertão: Vereda” onde contracenou com Sonia Clara e o falecido ator Mauricio do Vale. Muitas vezes criticado pelo seu jeito audacioso de se vestir: bombachas, botas de cano longo, lenços coloridos no pescoço, chapéus variados e uso de jóias extravagantes. Mas, nunca se importou com aplausos ou apupos. Foi um homem sempre correto em seus negócios, apesar de sua personalidade forte e muito pessoal, nunca fez inimizades. Sabia viver bem em qualquer ambiente e situação. Acreditava em Deus e era devoto. Isso se evidencia em sua música “Palco da Vida”. “O criador do grande universo é quem nos dirige com bondade imensa, se a nossa luta alcançar sucesso, confesso teremos toda a recompensa”. “Não passar ao outro o que não quer para si, esse é o conselho do mestre Jesus. Devemos honrar o Nosso Senhor, que por nós morreu pregado na cruz”. Considerava-se um homem realizado. Se teve alguma decepção ou desilusão durante sua permanência entre nós, nunca deixou transparecer. Levou-a consigo aos 8 de julho de 1984. Vida digna de ser imitada... Semi-analfabeto, De poucas posses materiais, soube marcar seus passos com seriedade, justiça e religiosidade. MÚSICAS MAIS CONHECIDAS: CASA AMARELA PENSANDO EM VOCÊ SILÊNCIO DA NOITE ULTIMO PEDIDO PALCO DA VIDA CORAÇÃO TEIMOSO EU QUERIA BERRANTE APAIXONADO SE UM DIA ELA VOLTAR GUERRA POR AMOR O GOLPE MAIS DOIDO SOM DE UM BERRANTE POBRE SOFREDOR CORAÇÃO MAGOADO TU ÉS MINHA VIDA AUSENTE DE QUEM AMO MORENINHA DE GOIÁS VITÓRIA DE BOIADEIRO ENCANTO DE MINAS GERAIS REI DO GATILHO MEU PEDIDO MEU CONSELHO CINCO BERRANTES POR QUE SOFRO ASSIM QUANTA SAUDADE PERDI MEU AMOR FALSOS CARINHOS LEMBRANÇAS DE BOIADEIRO SONHO REALIZADO SAUDADE DE BOIADEIRO BALUARTE DA VIDA LOUCO POR MULHER TE DAREI MEU PERDÃO SÃO 4 HORAS TRISTE NOIVADO CAMA TRISTE BOA NOITE AMOR DE MINHA VIDA MISSÃO DECLARADA FALSO JURAMENTO A ALIANÇA VELHO BOI CARREIRO ENXUGUE O PRANTO SERIEMA DE MINA GERAIS Sendo sua obra prima “SONHOS NAUFRAGADOS” que se encontra em seu tumulo. Está inserida na programação da Banda de Música do 15° BPM, em partituras de rara sensibilidade do Maestro Venerando. DUPLAS E TRIOS QUE GRAVARAM SUAS COMPOSIÇÕES: CRIONE E BARRERITO PAULO E PAULINO SILVÉRIO E BARRINHA SILVÉRIO E SILVERINHO OSMANO E MANITO SERIMAR E SERINI ZANEY, ZANATO E ZANITO CARLITO E BADUY TIÃO CARRERO CIGANO E CIGANINHO ORLEY E ORLANDO ZÉ BERABA E TESOURINHA MORENO E MORENINHO SULINO E MARRUEIRO TRIO PARADA DURA PEÃO E PEÃOZINHO CARINHOS E CARLITO, NICANOR E PALMERI INTEGRAÇÃO COM A COMUNIDADE: Foi membro da Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais. Sócio Fundador do Caiçaras Country Clube, Patos Social Clube, Esporte Clube Mamoré e colaborador de entidades filantrópicas. Doou terreno para a instalação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Patos de Minas (Resende, J. César. Logr. Pub. De Patos de minas, 1993) O Rei dos Catireiros por varias década nos shows da Rádio e de Circo marcou sua presença tocando sem berrante com anéis de ouro e declamando poemas. Sua voz ainda ecoa entre nós através dos poemas que ele recitava com maestria, através de centenas de discos como ...”ADEUS Papai, ADEUS Mamãe”... e ousaríamos acrescentar, “ADEUS LIBANIO, ADEUS REI DOS CARTIREIROS”...
 

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Contato: Antonio Libanio da Rocha Rua João de Barros, n° 491, Bairro Alto Caiçaras, CEP 38702-212, Patos de Minas-MG. Telefone: 0**34 3822 1774 – 3821 4540
 

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